A epilepsia é uma condição neurológica que ainda carrega muitos mitos e dúvidas. Saber o que fazer durante uma crise epiléptica pode salvar vidas e reduzir complicações. Neste artigo, você vai entender de forma clara o que é epilepsia, como reconhecer uma crise e, principalmente, como agir com segurança até a chegada de ajuda médica.
O que é Epilepsia?
A epilepsia é uma doença neurológica caracterizada por crises epilépticas recorrentes. Essas crises são causadas por descargas elétricas anormais no cérebro, que podem se manifestar de diferentes formas: desmaios, espasmos musculares, olhar fixo, confusão mental ou convulsões com movimentos involuntários.
Segundo a Organização Mundial da Saúde, a epilepsia afeta cerca de 50 milhões de pessoas no mundo e é uma das condições neurológicas crônicas mais comuns.
Como agir durante uma crise epiléptica?
Saber o que fazer pode evitar complicações sérias. Veja abaixo o passo a passo de primeiros socorros para uma crise convulsiva:
✅ O que fazer:
Mantenha a calma.
Afaste objetos perigosos ao redor da pessoa para evitar traumas.
Proteja a cabeça com algo macio (como uma roupa dobrada).
Deite a pessoa de lado, se possível, para facilitar a respiração e evitar aspiração de saliva ou vômito.
Aguarde o fim da crise, que geralmente dura de 1 a 2 minutos.
Fique com a pessoa até que recupere a consciência completamente. Ela pode ficar confusa ou sonolenta após a crise.
Ligue para o SAMU (192) se for a primeira crise, se durar mais de 5 minutos ou se houver ferimentos.
❌ O que NÃO fazer:
Não coloque objetos na boca da pessoa.
Não segure os braços ou pernas à força.
Não tente dar água, comida ou medicamentos durante a crise.
Quando procurar ajuda médica?
Procure um neurologista se:
A pessoa teve a primeira crise epiléptica
As crises são frequentes ou não controladas por medicamentos
Há mudança no padrão das crises
A crise durou mais de 5 minutos
Epilepsia tem cura?
A epilepsia não tem cura na maioria dos casos, mas tem tratamento e controle eficazes. Com o uso correto de medicamentos e acompanhamento neurológico, cerca de 70% dos pacientes ficam livres de crises (World Health Organization, 2019).
Em alguns casos, outras terapias podem ser indicadas, como cirurgia, estímulo do nervo vago ou dieta cetogênica, sempre sob orientação médica especializada.
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